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Fim da DIRF: Como fica o Informe de Rendimentos e o que muda para as empresas

  • Foto do escritor: Larissa Marcomini da Silva
    Larissa Marcomini da Silva
  • há 4 horas
  • 3 min de leitura

O que muda com o fim da DIRF


A Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF), tradicional obrigação acessória anual, foi extinta para fatos geradores a partir de 1º de janeiro de 2025. Na prática, isso significa que não haverá mais entrega da declaração em 2026 referente ao ano-calendário de 2025.


Essa mudança não elimina a obrigação de informar os dados ao Fisco, mas altera profundamente a forma como essas informações são transmitidas.


Para onde vão as informações que antes estavam na DIRF


As informações que antes eram consolidadas na DIRF passam a ser enviadas de forma descentralizada e contínua ao longo do ano, por meio de dois principais sistemas:


eSocial


Responsável por reunir dados relacionados à folha de pagamento, como:


  • Rendimentos do trabalho

  • Retenções de imposto de renda sobre salários

  • Contribuições previdenciárias


EFD-Reinf


Utilizada para informar retenções que não transitam pela folha de pagamento, como:


  • Serviços tomados e prestados

  • Retenções de IR sobre pagamentos a pessoas jurídicas

  • Outras retenções específicas


Esse novo modelo exige uma mudança de mindset: as informações deixam de ser concentradas em uma obrigação anual e passam a exigir consistência mensal.


O Informe de Rendimentos continua obrigatório


Apesar do fim da DIRF, o Informe de Rendimentos permanece como uma obrigação essencial.

Empresas e instituições financeiras devem continuar fornecendo esse documento aos beneficiários, contendo:


  • Valores pagos no ano-calendário

  • Impostos retidos na fonte

  • Outras informações relevantes para a declaração de imposto de renda da pessoa física ou jurídica


Prazo de entrega


O prazo permanece o mesmo: até o final de fevereiro do ano seguinte, sendo, por exemplo, até 27 de fevereiro para os rendimentos de 2025.


Como gerar o Informe de Rendimentos sem a DIRF


Com a extinção da DIRF, a geração do informe passa a depender diretamente da qualidade das informações transmitidas ao longo do ano.


As empresas terão duas possibilidades:


1. Geração manual


Seguindo o leiaute estabelecido pela Receita Federal, com base na consolidação dos dados internos.


2. Geração automatizada via sistemas


Softwares contábeis e de gestão passam a desempenhar papel estratégico, consolidando dados do:


  • eSocial

  • EFD-Reinf


Essa integração reduz riscos operacionais e aumenta a confiabilidade das informações.


Impactos práticos para as empresas


A mudança traz reflexos diretos na rotina contábil e fiscal:


  • Maior exigência de consistência mensal: erros não poderão mais ser corrigidos apenas no fechamento anual.


  • Integração de sistemas: necessidade de alinhamento entre folha, fiscal e contabilidade.


  • Risco de inconsistências: divergências entre eSocial e EFD-Reinf podem comprometer o Informe de Rendimentos.


  • Aumento da responsabilidade operacional: o controle passa a ser contínuo, não mais concentrado.


Empresas que não ajustarem seus processos podem enfrentar dificuldades na geração correta dos informes e na prestação de informações aos seus stakeholders.


Boas práticas para adaptação ao novo modelo


Para garantir segurança e eficiência nesse novo cenário, algumas ações são recomendadas:


  • Revisar processos internos de apuração de retenções

  • Garantir a correta parametrização dos sistemas

  • Realizar conciliações periódicas entre eSocial e EFD-Reinf

  • Validar mensalmente as informações transmitidas

  • Investir em tecnologia e automação


A adoção dessas práticas fortalece o controle fiscal e reduz riscos de inconsistências futuras.


O fim da DIRF representa uma evolução no modelo de reporte fiscal, com foco em informações mais tempestivas e integradas. No entanto, essa mudança exige maior disciplina operacional e controle contínuo por parte das empresas.


O Informe de Rendimentos permanece como peça-chave nesse processo, agora dependente da qualidade dos dados transmitidos ao longo do ano. Empresas que estruturarem bem seus processos terão maior segurança e previsibilidade.



 
 

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